Brasil se destaca entre líderes globais do cooperativismo

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Relatório anual da ACI reúne dados econômicos das maiores cooperativas do planeta

O faturamento combinado das 300 maiores cooperativas alcançou US$ 2,7 trilhões, o que equivale ao PIB de economias como França ou Reino Unido

A edição 2025 do World Cooperative Monitor (WCM), divulgada pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) e pelo instituto europeu Euricse, destaca o Brasil entre os países com maior presença no ranking das 300 maiores cooperativas do mundo. No levantamento mais recente, 13 organizações brasileiras figuram na lista. Os dados coletados para a edição de 2025 são do ano fiscal de 2023. Devido às diferenças nas normas e procedimentos contábeis entre os países, o ano fiscal de referência vai de 1º de abril de 2023 a 31 de março de 2024, o que significa que apenas os dados das demonstrações financeiras relativos a esse período são levados em consideração.

A maioria das cooperativas atua no setor agrícola (107) e no setor de seguros (95), seguidos pelo comércio atacadista e varejista (54). O Brasil aparece entre os países com maior diversidade setorial de cooperativas de grande porte, com destaque para os ramos de crédito, saúde, agropecuário e consumo. Cooperativas como Unimed, Sicredi, Sicoob, Coamo, C.Vale, Lar, Aurora, Cocamar, Copacol e Cooperalfa seguem figurando entre as maiores do mundo.

Produzido anualmente, o relatório reúne dados econômicos, sociais e ambientais das maiores cooperativas do planeta. A iniciativa busca suprir a carência de dados sólidos sobre o movimento, evidenciando tanto o peso econômico do modelo cooperativista quanto o impacto concreto dessas organizações na vida de seus membros e nas comunidades onde atuam. Em 2023, o faturamento combinado das 300 maiores cooperativas alcançou US$ 2,7 trilhões, o que equivale ao PIB de economias como França ou Reino Unido.

A edição 2025 é especial em razão do Ano Internacional das Cooperativas, proclamado pela ONU, e traz uma série de entrevistas com lideranças do Círculo de Liderança de Cooperativas e Mutualidades (CM50), grupo que reúne executivos das 50 maiores cooperativas e mútuas em diferentes países (confira o estudo, em inglês, ao final desta reportagem). De acordo com o relatório, o cooperativismo brasileiro desempenha papel estratégico na transição para uma economia de baixo carbono, com iniciativas em energias renováveis, bioeconomia e finanças sustentáveis. A publicação ressalta, ainda, o papel das cooperativas na redução das desigualdades regionais, por meio da geração de emprego e renda em comunidades do interior e da promoção de educação cooperativista.

Nesta edição, o anuário 500 MAIORES DO SUL publicou um ranking especial do cooperativismo, que abrange os setores de produção, saúde e crédito, reconhecendo seu impacto nas comunidades. A maior empresa da região é justamente uma cooperativa de crédito: o Sicredi. O ranking é publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Leia o anuário digital completo clicando neste link.

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