Sul lidera em número de ambientes de inovação para o agro

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Dados são do Radar Agtech Brasil, levantamento feito pela Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens

Os dados mostram que o Sul ultrapassou o Sudeste, tornando-se a região com maior número de ambientes de inovação

O crescimento no número de empresas emergentes de base tecnológica no setor agropecuário desacelera e a concentração geográfica começa a diminuir com o avanço em regiões importantes da produção. Essas são algumas das conclusões da sexta edição do Radar Agtech Brasil. O levantamento feito pela Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens referente ao ano de 2025 retrata o ecossistema de inovação no agro, com foco em ambientes de inovação, startups e investidores.

Os dados mostram que o Sul ultrapassou o Sudeste, tornando-se a região com maior número de ambientes de inovação. Dos 390 ambientes mapeados no país, 37,1% estão no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e 32,8% em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. As regiões Sudeste e Sul concentram 79% das agtechs.

O Rio Grande do Sul se destaca com um aumento expressivo no número de incubadoras. A região Sudeste possui maior número de hubs, aceleradoras e ecossistemas com governança, o que revela uma fase mais avançada de maturidade em relação ao Sul. Enquanto uma está focada na aceleração e no desenvolvimento de negócios, a outra enfoca as etapas iniciais da formação das startups.

Em relação ao número, o levantamento contabilizou 2.075 agtechs em 2025 no Brasil, 5% a mais do que no ano anterior. O número indica uma desaceleração no crescimento quando comparada com a série histórica iniciada em 2019. De acordo com os autores do levantamento, o crescimento moderado indica maior maturidade do ecossistema e consolidação de modelos de negócio.

“Entre 2019 e 2021 houve um boom de ambientes de inovação e fundos de investimento, o que contribuiu para um grande aumento na quantidade de agtechs. Com o tempo essas iniciativas vão se acomodando, com permanência daquelas mais bem estruturadas. O ecossistema continua relevante, mas com um crescimento menos expressivo. É um comportamento esperado e que mostra a maturidade do ecossistema de inovação”, analisaVitor Mondo, pesquisador da Embrapa.  

 Dados são do Radar Agtech Brasil, levantamento feito pela Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens 

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